16 de dezembro de 2015

RN é o 2º em casos confirmados de microcefalia

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O Rio Grande do Norte é o segundo estado do país com o maior número de casos confirmados de microcefalia causados pelo Zika Vírus. Dos 134 casos confirmados pelo Ministério da Saúde no país, 35 estão no estado potiguar, que perde apenas para Sergipe, com 51 confirmações. Entre os dias 4 e 12 de dezembro, o número de notificações no RN subiu de 79 para 140 casos suspeitos. Além de tentar intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão do zika, entidades da Saúde estão alertas para o surgimento de outras anomalias.
A microcefalia é uma malformação no perímetro cefálico, causado por uma infecção no período gestacional. Estudos do Ministério da Saúde confirmaram, em novembro, que o vírus zika, em circulação no país desde o final do ano passado, era o responsável pelo aumento no número de crianças microcefálicas. Ela pode comprometer o desenvolvimento locomotor e cognitivo das crianças.
Desde a última semana, mais seis estados registraram casos suspeitos da doença. No total, o país saltou de 1740 para 2401 casos notificados da doença. Destes, 134 foram confirmados e 102 descartados. Dos óbitos – 29 registrados até agora – apenas dois foram confirmados que tinham correlação com zika.
Em coletiva de imprensa na manhã de ontem (15), o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, salientou que o ministério tem orientado as secretarias a intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti – principalmente agora, no começo do ano, quando a infestação do mosquito tende a aumentar devido às temperaturas.
“A maior parte dos estados possuem ainda casos em investigação. Ainda vai levar algum tempo para que estados e municípios façam a capacitação de pessoas para atuarem de acordo com o protocolo”, apontou Maierovitch.
Uma das medidas também estudadas pelo ministério é a disponibilização de repelentes para gestantes por meio do Sistema Único de Saúde. A previsão é que os repelentes estejam disponíveis até fevereiro. Uma reunião será realizada nesta quarta-feira (16) com empresas produtoras do produto para avaliar preços e possíveis prazos de atendimento à demanda.
“Vamos abastecer as unidades de saúde de repelentes produzidos, especificamente, para atender às gestantes. Nestes casos, o governo vai se responsabilizar pelo fornecimento”, garantiu o diretor.
Além disso, o ministério publicou, na última segunda-feira (14), o protocolo de atendimento para a microcefalia relacionada à infecção pelo Zika Vírus. O plano orienta o atendimento de mulheres em idade fértil, gestantes e puérperas, submetidas ao vírus, bem como aos nascidos com microcefalia. Além de ampliar a busca ativa de mulheres em idade fértil ou inicio da gestação, o ministério destinará entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões para ampliar o acesso aos testes rápidos de gravidez (veja detalhamento no box).
Síndrome
A capital potiguar lidera o número de casos suspeitos de microcefalia. Até ontem, de acordo com a Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 49 notificações haviam sido registradas.
De acordo com a coordenadora do setor, Aline Bezerra, a SMS tenta sensibilizar as unidades de saúde para o surgimento de outras malformações, como é o caso da síndrome de Guillain-Barre. Apesar de a correlação com o Zika Vírus ainda não ter sido confirmada, a SMS contabilizou 20 casos da anomalia neste ano, quando a média é de 10.
“É uma doença autoimune que atinge os sistema nervoso e retira a movimentação e a força muscular. Em 70% dos casos que registramos as pessoas tinham a síndrome no pós-zica. Entretanto, elas evoluíram positivamente para a cura”, frisou a coordenadora.
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