3 de março de 2016

Professores da rede estadual aprovam indicativo de greve

Por Allan Darlyson
Professores da rede estadual poderão paralisar atividadesO Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) aprovou indicativo de greve dos professores da rede estadual, em assembleia, nesta quarta-feira (2). Eles paralisarão as atividades caso o governo não pague o reajuste no piso nacional da categoria, retroativo a janeiro, até a próxima segunda-feira (7).
O aumento de 11,4%, já aprovado pela Assembleia Legislativa no final de fevereiro, começou a vigorar. No entanto, o Estado ainda não deu previsão de quando irá repassar os valores para as contas dos servidores. O Sinte-RN promete paralisar as atividades até que o reajuste seja pago.


O secretário adjunto de Educação e Cultura, Domingos de Oliveira, informou que o governo vai aguardar notificação oficial do Sindicato sobre o indicativo de greve para iniciar a negociação com a categoria. Ele afirmou que a intenção do Executivo é pagar o aumento que já foi aprovado por iniciativa da gestão estadual, a qual mandou a mensagem ao legislativo.
“O governo vem cumprindo com todos os compromissos que tem com os professores. Inclusive, já promoveu duas letras no plano de cargos, carreira e salários. A Lei do reajuste está aprovada e o governo vai pagar. Só não sabemos ainda quando, mas será retroativo a janeiro e pago de uma vez, sem parcelar. Vamos dialogar com os professores”, declarou Domingos.
Reajuste
O salário base passa de R$ 1.917,78 para R$ 2.135,64, com efeitos financeiros a partir de janeiro de 2016. O reajuste beneficia professores e especialistas em Educação que desempenhem as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência (direção, administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação) nas unidades escolares de Educação Básica e na Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seec), incluindo as Diretorias Regionais de Ensino e Cultura (Direc).
A medida atende os profissionais disciplinados pela Lei Complementar Estadual n.º 322, de 11 de janeiro de 2006, e que tenham jornada de trabalho de 30 horas semanais. Para professores e especialista de educação que exercem jornada de trabalho diversa de 30 horas semanais, os vencimentos serão calculados de forma proporcional.
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