14 de fevereiro de 2017

Esposas de policiais militares querem bloquear quartéis na Paraíba


As esposas dos policiais militares organizam reunião esta semana e aguardam convocatória do Governo do Estado para negociar melhores condições de trabalho e reposição salarial para seus maridos. A Associação de Esposas, Mães e Pensionistas de Policiais e Bombeiros Militares da Paraíba (Assemp) não descarta a realização de bloqueio semelhante ao ocorrido no Espírito Santo, caso as reivindicações não sejam atendidas. A perda salarial desde 2010, atingiu 58,26%.
Zoraide Gouveia, presidente da Assemp informou que nova assembleia será realizada ainda esta semana para discutir a situação dos militares. “Não tem data e local, mas, vamos tratar desse descaso do governo com nossos filhos e maridos e decidir que atitude vamos tomar. Não descartamos a possibilidade de fazer o mesmo que foi feito no Espírito Santo. Esperamos que não chegue a esse ponto, que haja uma convocação para conversar, desde 2011 que a gente tenta e nunca atenderam. Somos mais de 250 mulheres e em Campina Grande, João Pessoa e outros municípios, mas, muitas outras estão procurando para aderir. Vamos tomar conta, em cada localidade haverá uma representante. A associação era só um compartimento na Borborema em 2009 e depois passou a ser em todo o Estado, com registro em 2014”, disse.
“Temos mais adesão agora por estar sendo exposto o que de fato acontece. Dizem que deram 75% de aumento e a gente que é esposa, dona de casa, sabe que isso não ocorreu. A Polícia Militar da Paraíba tem o pior salário do Brasil. Não queremos o primeiro, mas, que também não fosse o último. Nos vídeos de campanha foi prometido o subsídio, risco de vida e nada cumprido. Foi pior que o outro (governador). Chegamos a um ponto em que não aguentamos mais e não há como nos punir por falar, pois, não somos subordinadas e nossos maridos estão cumprindo seus papéis”, enfatizou Zoraide.
Associação propõe negociação
A Amep informou que a proposta de reajuste é de 45% e que tentará resolver com negociação. “Para que não deságue na sociedade que não tem culpa e já paga muitos impostos para ter o serviço. Nossa visão é não radicalizar, voltada para o diálogo. Tomamos conhecimento que o governo sinalizou conversa com a Polícia Civil e estamos dispostos a dialogar. Até para não expor o policial e a família que já têm vários problemas. A Amep é mais interiorizada, independente das associações da capital e tem 400 sócios espalhados pelo interior”, disse Luciano Gomes, presidente interino.
Cobrança. Em assembléia na última sexta, o Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar da Paraíba decidiu encaminhar documento ao Estado cobrando melhores salários e reparação nas perdas inflacionárias. Segundo o COPM-BM, o reajuste foi de 12% frente à inflação de 58,26% desde 2010.
Diálogo. O secretário de Governo do Estado da Paraíba, Nonato Bandeira, disse que o governo está disposto a conversar com a categoria. Ele afirmou ainda que esteve na espera do presidente do Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar da Paraíba, coronel Francisco, mas que não foi procurado. As afirmações foram feitas no programa Correio Debate, da rádio 98 FM/ Correio Sat. “Eu soube sábado que o coronel Francisco iria procurar o governo. Coloquei até o paletó para recebê-lo e ele não foi. As portas estão abertas. Estava aguardando e não foi ninguém. Eu fiquei lá no Palácio e não foram entregar documentos”, disse.
Por fim, Nonato sugeriu uma unificação nacional no piso dos policias e que passasse a ser bancado pelo governo federal.
Jornal Correio da Paraíba
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